13.9.11

TEATRO: As Bruxas de Eastwick

Tavinhu aplaudiu sentado

Aproveitei que estava em São Paulo esse fim-de-semana e fui assistir o musical As Bruxas de Eastwick. Quem me conhece sabe que eu adoro musicais, e a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho é sempre garantia de boa diversão.

Como “devorador” de musicais quando viajo, e dando graças a Deus que aqui no Brasil abriram os olhos pra esse filão de mercado, fico impressionado como as adaptações brasileiras tem se tornado cada vez mais profissionais. O resultado disso é a criação/adaptação de teatros apenas para esse gênero. É o caso do Teatro Bradesco, primeira grata surpresa da tarde de sábado. Nunca tinha ido a esse teatro e fiquei impressionado com a estrutura.

Mas as surpresas não pararam por aí. Quem viu musicais em salas de apresentação bem menores, como eu que acompanho a dupla de diretores desde a época de Cristal Baccarat, sabe que esses espaços começam a dar inclusive opção para montagens mais ousadas. É o que acontece com “As Bruxas de Eastwick”.

Se a parte musical fica um pouco prejudicada com a escalação de atores conhecidos para chamar o público (nesse caso principalmente por Maria Clara Gueiros que não chega a ser péssima cantando, mas deixa a desejar), a cenografia e efeitos visuais são certamente um dos pontos altos dessa montagem. Disparado é o musical brasileiro, dos que eu vi, que usa mais desses recursos, e faz na medida certa. A cena final do primeiro ato é igual em efeito a muitos musicais da Broadway.

Outro ponto alto da peça é o humor, bem dosado e que leva o público as gargalhadas em diversos momentos. A própria Maria Clara Gueiros segura bem essa parte, e é apoiada por Fafy Siqueira (que além de ótima dosagem de humor encara bem a parte musical). Mas, sem sobra de dúvidas quem dá um show é Eduardo Galvão. Um ator, que após a peça, descobri subutilizado pelas redes de TV. Sua atuação é tão boa que nos dá a impressão que ele domina o papel de Darryl Van Horne assim como Jack Nicholson fez de forma excelente no cinema. Não deixa nada a desejar.

No final, com tanto humor, efeitos especiais e uma atuação excelente de Eduardo Galvão e Sabrina Korgut (das três principais a que consegue unir melhor atuação e canto), além de um elenco de apoio afinado nas músicas e nas atuações, a peça acaba sendo um ótimo programa pra quem estiver por São Paulo.


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